A vergonha da República


... ou a república da Vergonha?

Pois é o que parece, e em política... bom deixemo-nos de citações saudosistas...

O 5 de Outubro deixou de ser o que é e o que devia. Com desculpas de expediência, poupança e sobriedade, foi esta festa comemorada às escondidas em reduto fechado no Pátio da Galé. Não compreendo... em tempo de crise que haja festas, mesmo com pão de ontem na mesa. Um pobre sem dinheiro já é triste, mas sem festa é sinal de desespero.
E para ali foram eles p'ró cantinho, com medo de serem enxovalhados em público, sem paixão e sem convicção do valor que a República tem e deveria ter. Uma vergonha de envergonhados, com um assalariado Presidente de uma República em que não acredita, um republicano não praticante, um Papa ateu, que nem sequer sabe hastear uma bandeira com orgulho, solenidade e propriedade. 
Estas vergonhas darão azo a muita argumentação da ainda mais saudosa monarquia. Uma grande vantagem desta última, será o facto de o hastear da bandeira da fundação por um imaginário rei, não trazer qualquer problema logístico.
Viva a República! Viva o 5 de Outubro!

PS: Li há pouco que morreu Margarida Marante. Há agora menos uma voz apaixonada e inteligente a desafiar a inexorável marcha do pardieiro político nacional.

Comentários

  1. Viva Paulo e

    Viva a República.

    Excluo - obviamente - a possibilidade da pura incompetência da pessoa que hasteou a nossa bandeira, no caso, a do Presidente Cavaco Silva (nunca se engana, mormente).

    Claro que, são livres de pensarem o que quiserem sobre a possibilidade do “óbvio” ser irónico.

    Só não percebi porque é que os presentes, Presidente incluído, tendo-se apercebido do erro não o corrigiram de imediato. Ia para cima mal e, vinha logo para baixo.

    Resta-me uma explicação.
    A bandeira foi hasteada de pernas para o ar apenas para mostrar “à navegação” a aflição e o desespero de um país.

    Errar acontece mas, por excepção.
    Em Portugal, persistir no mesmo erro é a regra. E sem consequências.

    Abraço.

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